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Homem loiro realizando uma atividade de observação de campo para um trabalho de Design Thinking

18 | Novembro

Thomas Shepherd

Design Thinking - Uma forma inteligente de criar soluções

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Quantos projetos, aparentemente brilhantes no papel, falham no momento em que encontram o usuário final? Quantas soluções são lançadas apenas para encontrar indiferença, exigindo retrabalho custoso ou, pior, sendo completamente abandonadas?

Estamos tão acostumados a pular direto para a "solução" que raramente paramos para investigar a fundo a "necessidade", correndo o risco de criarmos uma solução para um problema irrelevante ou que não é considerado um problema pelos clientes. Por isso surgiu o Design Thinking.

O que é Design Thinking, afinal?

O termo traz uma abordagem de inovação focada no ser humano. Em vez de começar com a tecnologia ou com uma especificação de negócio, ele começa com as pessoas.

É um modelo de pensamento que usa a criatividade e a empatia, típicas de um designer, para resolver problemas complexos de forma colaborativa e iterativa, ou seja, em ciclos de melhoria.

A finalidade é encontrar o ponto de equilíbrio ideal entre três pilares fundamentais:

  • Desejabilidade (valores humanos): o que as pessoas realmente precisam ou desejam? A solução resolve uma dor real?
  • Viabilidade (negócios): a solução é financeiramente sustentável? Existe um modelo de negócio viável por trás dela?
  • Praticabilidade (tecnologia): nós conseguimos construir e entregar essa solução com os recursos e a tecnologia disponíveis?

Os cinco estágios

Embora a abordagem seja flexível e não linear (muitas vezes é preciso voltar um passo para reavaliar), o processo geralmente se desdobra em cinco fases principais.

1. Imersão

Este é o coração de todo o processo, é sobre entender profundamente o seu usuário. Isso vai além de pesquisas de mercado. Significa observar o contexto real, conversar, e, o mais importante, se colocar no lugar do outro para compreender seus sentimentos, dores e comportamentos.

  • O que fazer: entrevistas, observação de campo, "jornada do usuário".
  • O objetivo: coletar dados e entender o problema do ponto de vista de quem o vivencia.

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2. Definição

Após a imersão, você terá um grande volume de dados e observações. A segunda fase consiste em organizar tudo isso para definir qual é o problema real que precisa ser resolvido.

Muitas vezes, descobrimos que o problema inicial (ex: "precisamos de um app mais rápido") era apenas um sintoma de um problema maior ("o usuário se sente inseguro ao inserir seus dados").

  • O que fazer: organizar dados, identificar padrões.
  • O objetivo: enquadrar o desafio principal em uma "declaração de problema" clara e acionável.

3. Ideação

Com um problema bem definido, é hora de gerar ideias de solução. Esta é a fase da discussão de ideias. A regra de ouro aqui é: quantidade sobre qualidade. Nenhuma ideia é ruim demais neste momento.

A colaboração é essencial; reunir pessoas de diferentes áreas (designers, engenheiros, marketing, atendimento) enriquece o processo, trazendo múltiplas perspectivas para o mesmo desafio.

  • O que fazer: discussão de ideias, mapas mentais, cocriação.
  • O objetivo: gerar um vasto leque de soluções criativas para o problema definido.

4. Prototipação

As melhores ideias agora saem do papel e se tornam tangíveis. Um protótipo não é o produto final; é uma simulação de baixo custo da solução. Pode ser um desenho em papel, uma maquete simples, um modelo de tela interativo ou qualquer coisa que permita ao usuário "ver" e "sentir" a ideia.

  • O que fazer: criar modelos, representações visuais, simulações.
  • O objetivo: falhar rápido e barato. É mais fácil ajustar um desenho do que um software com meses de código, por exemplo.

Descubra aqui o que está por trás da demora no desenvolvimento de sistemas.

5. Teste

A fase final é colocar os protótipos nas mãos de usuários reais. Este é o momento da verdade: a solução funciona? Resolve o problema? O que os usuários sentem ao usá-la?

O retorno coletado aqui não é um julgamento final, mas sim uma “abertura de portas” para o próximo ciclo. O Design Thinking é iterativo; com as respostas, a equipe volta para a prancheta, refina a ideação ou até mesmo a definição do problema, e o ciclo recomeça, melhor a cada volta, levando aos seguintes benefícios:

  • Redução de riscos e custos: ao testar ideias antes de construí-las completamente, as empresas evitam gastar fortunas em produtos que ninguém quer. O Airbnb, por exemplo, estava quase falindo até usar a abordagem para descobrir que o problema não era o site, mas sim a má qualidade das fotos nos anúncios.
  • Aceleração da inovação: um estudo da Forrester com a IBM descobriu que o Design Thinking ajudou a reduzir o tempo de design e desenvolvimento em até 75%, permitindo que produtos chegassem ao mercado muito mais rápido.
  • Vantagem competitiva: a GE Healthcare usou a empatia para transformar a má experiência de uma ressonância magnética para crianças. Eles redesenharam a sala e a máquina como uma "nave espacial" de aventura. A satisfação dos pacientes disparou, e as crianças não precisavam mais ser sedadas para o exame.
  • Equipes mais motivadas e engajadas: a natureza colaborativa do processo quebra silos organizacionais. Quando os colaboradores veem que suas ideias são ouvidas e que estão resolvendo problemas reais dos clientes, a motivação e a produtividade aumentam.

A mudança do "o quê" para o "porquê"

No final das contas, Design Thinking é uma jornada para “fora do prédio”. É parar de presumir o que nossos clientes querem e ter a humildade de perguntar, observar e ouvir.

Não é um processo linear que garante uma resposta perfeita na primeira tentativa. É uma prática contínua de aprendizado, que troca a busca por "a solução" pela busca incessante por "uma solução melhor".

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Referências: O que é design thinking? Para que serve? Qual o objetivo?Entenda o conceito de design thinking e como aplicá-lo aos negócios - SebraeO que é o Design Thinking? | IBMDesign Thinking: o que é, etapas, como aplicar e mais! - TOTVS

Post atualizado em 18 de Novembro de 2025

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