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Servidores subaquáticos

24 | Outubro

Thomas Shepherd

Data Centers Subaquáticos – Será esse o futuro da infraestrutura de IA?

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Algo que pode parecer surpreendente, tratando-se de servidores e centros de processamento de dados, é que até 40% da energia consumida pelas máquinas é usada só para resfriamento.

Os servidores lidam com uma quantidade altíssima de solicitações em processamento simultâneo, o que demanda mais eletricidade e faz a máquina esquentar. Sem um controle térmico rigoroso, o superaquecimento danifica os componentes eletrônicos sensíveis. A consequência imediata é a queda de performance, seguida por falhas de hardware que levam à corrupção de dados e tiram os serviços do ar. Se a alta temperatura não for resolvida rapidamente, o hardware sofre danos irreversíveis e fica inutilizável.

Diariamente, um único centro de processamento de dados pode consumir centenas ou milhares de galões de água, a depender da demanda e do tipo de tecnologia. Isso coloca a indústria de tecnologia em competição direta com a sobrevivência humana.

Uma pesquisa de 2023, citada pelo Washington Post em parceria com pesquisadores da Universidade da Califórnia, estimou que o ChatGPT pode consumir o equivalente a uma garrafa de 500ml de água para gerar uma única resposta. Se pensarmos que essa ferramenta ultrapassou 800 milhões de usuários semanais, o volume de água doce necessário para alimentar todas as IAs do mundo é difícil até de imaginar.

Para contornar esse duplo impacto, a China está investindo em uma solução genial: levar os data centers para o fundo do oceano. Em junho de 2025, foi iniciada a construção de um data center subaquático a cerca de 9,6 km da costa de Xangai, aproveitando o resfriamento natural do oceano.

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O oceano como o dissipador de calor natural

A lógica é simples: por que gastar fortunas em eletricidade e água doce para combater o calor, quando se pode simplesmente mergulhar a infraestrutura no maior dissipador de calor gratuito do planeta?

A empresa por trás do projeto de Xangai, Hailanyun (ou HiCloud), implementou um sistema que bombeia a própria água do mar através de radiadores instalados na parte traseira dos racks de servidores. A água absorve o calor e o leva embora.

Graças a esse resfriamento natural, a HiCloud afirma que seu projeto usa pelo menos 30% menos eletricidade do que um data center terrestre equivalente.

Além da economia de água doce e da eficiência de resfriamento, o centro de Xangai será conectado a um parque eólico offshore próximo. A expectativa é que essa fonte renovável forneça 97% de toda a energia do data center.

Experiência do passado

A aposta subaquática não visa apenas a sustentabilidade, mas também a confiabilidade.

A Microsoft foi pioneira na ideia há mais de uma década com o "Project Natick". A empresa afundou uma cápsula do tamanho de um contêiner, com mais de 800 servidores, a 117 pés de profundidade na costa da Escócia.

Quando o pod foi recuperado, dois anos depois, a Microsoft descobriu que os data centers subaquáticos eram "confiáveis, práticos e usam energia de forma sustentável".

A descoberta mais impressionante foi a drástica redução nas falhas de hardware. Os servidores submersos quebraram muito menos do que os terrestres. Havia duas razões principais: primeiro, a embarcação foi selada e preenchida com nitrogênio, que é menos corrosivo que o oxigênio. Segundo, a ausência de pessoas significava que o equipamento estava protegido de contatos físicos ou movimentos que causam danos em um centro terrestre.

Da pesquisa à prática

Apesar do sucesso, a Microsoft arquivou o projeto Natick. Mas a ideia segue viva.

Embora a primeira fase do projeto de Xangai seja pequena para os padrões chineses, 198 racks de servidores contra 3.000 de um centro médio, seu poder de computação é focado. A HiCloud estima que essa capacidade (entre 396 e 792 servidores de IA) será suficiente para realizar o equivalente ao treinamento completo do modelo GPT-3.5 em apenas um dia.

Confira aqui as perguntas e respostas mais frequente sobre inteligência artificial.

Uma preocupação submersa

Apesar dos benefícios, os pesquisadores da Microsoft descobriram que seu pod causou um aquecimento localizado, mas o impacto foi limitado; a água a poucos metros ficaria "alguns milésimos de grau mais quente". No entanto, outros pesquisadores alertam para o risco durante ondas de calor marinhas. Nesses casos, a água de saída seria ainda mais quente e reteria menos oxigênio, prejudicando a sobrevivência de criaturas aquáticas. A HiCloud rebateu, citando um teste de 2020 no Rio das Pérolas que teria causado "menos de um grau de aumento" e "praticamente nenhum impacto substancial".

Enquanto a China avança, o conceito ganha apelo global. A Coreia do Sul anunciou planos para projetos similares, enquanto Japão e Cingapura estão avaliando data centers que flutuam na superfície do oceano.

E se o futuro da infraestrutura de IA estiver, literalmente, ancorado no fundo do mar? Fica a pergunta.

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Referências: China Powers AI Boom with Undersea Data Centers | Scientific AmericanChatGPT gasta uma garrafa d'água a cada 100 palavras geradas, diz pesquisa | CNN Brasil

Post atualizado em 27 de Outubro de 2025

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